sábado, 6 de novembro de 2010

GEONOTÍCIAS

Dilma foi convidada oficialmente para reunião do G-20


Presidente eleita vai acompanhar Lula na viagem para Coreia do Sul


O governo da Coreia do Sul encaminhou na quinta-feira (4) convite ao Brasil para que a presidente eleita Dilma Rousseff participe oficialmente da reunião do G-20, em Seul, nas programações da Cúpula nos dias 11 e 12 de novembro. Sendo assim, Dilma estará ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva participando não só do jantar oferecido pelo presidente sul coreano aos integrantes do grupo na noite da próxima quinta-feira, 11, como do almoço e de todas as reuniões da Cúpula no dia 12.
Hoje, o Diário Oficial da União publicou que a presidente eleita Dilma Rousseff e dois assessores se integram à comitiva de Lula em Seul. A presidente eleita viajará em voo comercial do Brasil para Seul, com todas as despesas pagas pelo governo brasileiro. Depois, ela retorna ao Brasil junto com Lula, a bordo do Aerolula.
Esta não é a primeira vez que um presidente da República brasileiro convida o presidente eleito para lhe acompanhar em uma viagem oficial. Em 9 dezembro de 1994, o ex-presidente Itamar Franco levou o então presidente eleito Fernando Henrique para acompanhá-lo à primeira Cúpula das Américas, em Miami. Antes de Seul, Lula estará em Maputo, Moçambique, por dois dias, mas sem a presença de Dilma.








FIQUE POR DENTRO

De "férias", Dilma passeia de helicóptero pela Bahia


Presidente eleita descansa no litoral do Estado após maratona eleitoral



Depois de ser flagrada por repórteres na praia do Patizeiro, a 21km do centro de Itacaré, no litoral sul da Bahia, a presidente eleita Dilma Rousseff fez um passeio de helicóptero pelas praias baianas entre a tarde e o início da noite desta sexta-feira (5), relataram trabalhadores da fazenda do empresário paulista João Paiva, onde Dilma está hospedada desde quarta-feira (3).

De acordo com eles, o helicóptero chegou ao local por volta das 16 horas e partiu no sentido sul do Estado - onde estão, por exemplo, Ilhéus e Porto Seguro. A aeronave voltou à fazenda por volta das 18 horas.
Na manhã de hoje, mais uma vez foi armada a estrutura com toldo e cadeiras para receber a presidente eleita na praia do Patizeiro. O plano de Dilma para driblar o assédio da imprensa era chegar mais cedo ao local - ontem, ela visitou a praia por volta das 9 horas.
Pouco antes das 7 horas, um dos seguranças que acompanham a ex-ministra da Casa Civil esteve na praia e constatou a presença de fotógrafos e cinegrafistas. Tentou persuadi-los a deixar o local, mas diante da negativa dos profissionais de imprensa, informou que Dilma não iria mais à praia. Pouco depois, a estrutura foi desmontada.
Segundo os trabalhadores da fazenda de Paiva, não houve movimentação na casa durante a manhã. Um assessor da presidente eleita informou que existe a possibilidade de ela deixar o local ainda hoje. O destino provável seria Brasília.





CENTRO-OESTE: EXPANSÃO DO POVOAMENTO





A partir de meados do século XVII, expedições bandeirantes saíam da vila de São Paulo, próxima do litoral, rumo ao interior do Brasil. Assim, alcançaram as terras do atual Centro-Oeste e ocuparam esse território. 
Essas expedições tinham como meta aprisionar indígenas para o trabalho escravo e também procurar pedras e metais preciosos. A descoberta do ouro na região, no século XVIII, atraiu grande contingente populacional e levou à formação de vários povoados que, com o passar do tempo, transformaram-se em cidades.
Do final do século XIX até meados do século XX, algumas expedições oficiais foram realizadas com o objetivo de diminuir o isolamento do Centro-Oeste em relação às demais regiões do país. Como resultado dessas expedições, algumas cidades foram fundadas e estradas foram abertas.
Uma das grandes expedições para o Centro-Oeste foi comandada pelo Marechal Rondon. Na década de 1940, o então presidente Getúlio Vargas lançou um novo projeto para intensificar a ocupação do Centro-Oeste, que ficou conhecido como a “Marcha para o Oeste”.
Ainda na década de 1940, o governo federal procurou intensificar o povoamento do interior do país, fundando vários núcleos populacionais originários de projetos de colonização no Centro-Oeste. As primeiras áreas de colonização foram em Ceres (Goiás) e Dourados (Mato Grosso do Sul).
 Foi nas décadas de 1960 e 1970, entretanto, que os projetos de colonização se intensificaram. Para atrair os fazendeiros do Sul e do Sudeste para o Centro-Oeste, o governo oferecia alguns incentivos, tais como terras a baixo custo e empréstimos financeiros.
A transferência da capital do país para Brasília, foi outra importante estratégia para integrar o Centro-Oeste ao espaço geográfico nacional. A cidade começou a ser construída em 1957, no governo do presidente Juscelino Kubitschek, e teve a sua inauguração oficializada em 21 de abril de 1960. A construção da nova capital gerou a abertura de estradas e o movimento de várias frentes de migração para a região.
No ano da inauguração, a população da cidade era de aproximadamente 150 mil habitantes. No ano 2000, o censo demográfico do IBGE registrou uma população de mais de 2 milhões de habitantes para a cidade de Brasília. No ano de 2005, esse número era estimado em mais de 2.300.000 habitantes. Esses índices fazem de Brasília a cidade mais populosa do Centro-Oeste.















BRASIL: POTÊNCIA REGIONAL

O Brasil sempre foi visto pelos seus vizinhos na América do Sul como um país imperialista, conquistador e, até mesmo individualista. Desde a independência, em 1822, os governantes brasileiros buscam tornar o país uma potência regional na América do Sul.
Diferentemente da atual política externa brasileira, durante o Império (1822-1889) as ações adotadas em relação aos territórios vizinhos eram extremamente expansionistas, baseadas na geopolítica clássica.
O atual território brasileiro é resultado de uma série de anexações feitas após a independência, à custas de disputas e perdas territoriais com os demais Estados sul-americanos.
A partir do período republicano, as relações mantidas com os vizinhos começaram a se alterar principalmente devido à figura do Barão do Rio Branco, ministro das Relações Exteriores de 1902 a 1912. O barão foi o grande responsável pela consolidação das fronteiras de nosso país e também o “pai da diplomacia contemporânea brasileira”.
Independentemente do tipo de política externa adotada, os interesses e os objetivos brasileiros na América do Sul sempre se chocaram com os argentinos. Historicamente, Brasil e Argentina são concorrentes, continuamente empreendendo disputas acirradas pela hegemonia econômica e política na América do Sul. Até o início da década de 1970, os dois países alternaram-se na liderança dessa região.
Com a chegada dos militares ao poder no Brasil, em 1964, um novo projeto de política externa foi implantado, com o objetivo de elevar o país à categoria de potência mundial. O projeto começou a ser posto em prática na América Platina, exatamente na região de maior influência desse concorrente.
A Bolívia e o Paraguai, territórios sem saída para o mar eram dependentes da Argentina para escoar seus produtos para o exterior. Com a Bolívia, foi elaborado um projeto para a implantação da Ferrovia Brasil-Bolívia, ligando esse país vizinho ao Porto de Santos, no estado de São Paulo.
Também foi construído o Gasoduto Bolívia-Brasil, responsável pelo transporte do gás natural boliviano para o território brasileiro, determinando uma importante fonte de renda para a economia daquele país.
 Em relação ao Paraguai, o governo brasileiro promoveu a construção da Rodovia BR-277. O objetivo foi ligar o eixo econômico paraguaio, Assunção-Ciudad del Este, ao Porto de Paranaguá, no litoral do estado do Paraná e favorecer as exportações paraguaias.
Outra medida adotada pelo Brasil foi a construção, em parceria com o Paraguai, da Hidrelétrica de Itaipu, que tornou o país platino auto-suficiente na produção de energia elétrica. Como o Paraguai não consome toda a energia, vende o excedente para o Brasil e outros países vizinhos.
Por fim, faltava a Argentina. A partir da década de 1980, a competição foi colocada de lado, cedendo espaço a uma política comum de cooperação entre os dois países, incluindo a cooperação militar.
































IMPACTOS AMBIENTAIS NO CERRADO E NO PANTANAL

A partir da década de 1960 a expansão da ocupação do Centro-Oeste trouxeram muitas alterações ao ambiente do Cerrado, ameaçando a sua biodiversidade. Os governos investiram na implantação de atividades econômicas, com vistas a promover o desenvolvimento econômico e social da região.
O impacto causado no Cerrado pelas atividades agropecuárias somou-se àquele causado pela exploração mineral e vegetal, pelo crescimento das cidades e pelas queimadas.
As queimadas no Cerrado podem ocorrer de forma espontânea, porque nos períodos de estiagem, a vegetação rasteira fica muito ressecada, com aparência de palha seca, podendo incendiar-se devido ao calor do Sol.
Na maior parte das vezes, no entanto, é o ser humano quem provoca as queimadas para limpar a terra ou renovar as áreas de pastagens.
Assim como acontece nas áreas de Cerrado, o equilíbrio ecológico do Pantanal também vem sendo afetado pela ação humana.
O garimpo, a caça, a pesca, o turismo e a agropecuária, praticados de maneira predatória, além da construção de rodovias e de hidrelétricas, provocam alterações que causam impactos direto sobre a região.
Várias são as consequências: desmatamento, queimadas, poluição das águas por agrotóxicos e pelo mercúrio utilizado nos garimpos, compactação do solo, diminuição ou extinção de espécies animais e vegetais, entre outras.




















sábado, 30 de outubro de 2010

OS "BOLAS CHEIAS" DA III UNIDADE







6 ª A - ALANA/LAÍS/WESLEY - 10.0
6 ª B - JULIANA/LORRAINE/TAINARA - 10.0
6 ª C - CAROLAINE - 10.0
6 ª E - AMANDA/ANDREZA LOPES- 9.4
6 ª F - ALINE/ SAMIR - 9.5
6 ª G - JOELMA - 9.7
7 ª A -  LARISSA/MARINA - 10.0
7 ª B - MARCOS HENRIQUE - 10.0
7 ª D - CAROLINE SOUZA - 10.0


POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

O conceito de geopolítica foi criado pelo geógrafo alemão Friedrich Ratzel (1844-1904) no final do século XIX. A geopolítica clássica é um instrumento da política externa de um país, baseado na valorização do espaço ou território como forma de exercer a hegemonia mundial.
Em outras palavras, a geopolítica de Ratzel afirmava que para a Alemanha ser uma potência e conquistar a hegemonia mundial deveria conhecer a fundo a geografia de outros países. Se estes apresentassem vantagens geoestratégicas, como, por exemplo, disponibilidade de recursos minerais e energéticos, deveriam ser anexados. Assim, aproveitando-se do momento histórico da Revolução Industrial, a geopolítica alemã pretendia anexar territórios ricos em fontes de energia, matéria-prima e mercados consumidores. Os idealizadores da política externa alemã da época acreditavam ser essa a fórmula para a Alemanha se tornar uma grande potência hegemônica, superando a Inglaterra e a França.
Esse expansionismo alemão foi um dos motivos que conduziram as potência européias à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Ainda hoje, as potências mundiais desenvolvem sua política externa baseadas na geopolítica clássica de Ratzel. 
A geopolítica brasileira começou somente após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando a política externa se voltou para o fortalecimento da liderança do Brasil na América do Sul e para uma participação mais ativa no mundo.
 A fim de atingir os objetivos dessa política externa, o governo brasileiro passou a investir na formação de profissionais qualificados para representar o país no exterior. Com esse intuito, em 1945 foi criado o Instituto Rio Branco, importante formador de cônsules e embaixadores que representam e defendem os interesses brasileiros em outros países.
Durante a Guerra Fria (1945-1991), a política externa brasileira caracterizou-se ora por aproximações com os interesses estadunidenses, ora por afastamentos que sinalizavam os desejos do país de trilhar um caminho próprio. A política externa brasileira não quer se chocar com os interesses da superpotência mundial, por outro lado não quer se submeter a eles.
A atual política externa brasileira não se baseia na anexação de territórios alheios ou no poderio militar, como defende a geopolítica clássica de Ratzel, para ampliar sua participação e influência no mundo. A geopolítica brasileira tem um enfoque contemporâneo, isto é, baseia-se na cooperação e no estabelecimento de parcerias que ofereçam vantagens comerciais ao país.























quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ARGENTINA

Após a Segunda Guerra Mundial (1947-1955),sob o governo do presidente Juan Domingos Perón, a Argentina viveu um período de intensa modernização. Em 1955, depois de entrar em atrito com parte do empresariado e das Forças Armadas, Perón foi derrubado do governo por um golpe militar que o obrigou a se exilar no Paraguai e, depois na Espanha.
De volta à Argentina, após um longo período no exílio, Perón candidatou-se novamente à presidência em 1973 e foi eleito com enorme quantidade de votos. Porém, faleceu logo em seguida e Isabelita Perón, sua terceira esposa e então vice-presidente, tomou posse.
 Em 1976, um golpe militar derrubou Isabelita e implantou na Argentina o regime ditatorial que se estendeu até 1983. Esse período ficou caracterizado pela forte repressão política imposta à população com censura à imprensa, prisão, tortura e até assassinato daqueles que se posicionavam contra o governo.
As décadas de 1970 e 1980 foram marcadas por sucessivas crises econômicas, que forçaram o governo a diminuir os gastos com serviços públicos e a implementar um intenso programa de privatizações.
O padrão de vida da população argentina, que era o mais alto da América Latina, caiu drasticamente. Desemprego crescente, altas da inflação e da dívida externa, aumento da pobreza e da concentração de renda foram as principais heranças deixadas pelos governos militares ao país.
Com o término do regime militar e a consolidação da democracia, a situação política e econômica tornou-se mais estável, a inflação caiu e o crescimento econômico foi retomado. Mas, de 1999 até 2002, uma nova grande crise econômica foi provocada pela queda das exportações.
Para agravar ainda mais a crise, a recessão e o desemprego, o Brasil (principal parceiro comercial da Argentina) diminuiu as importações de produtos argentinos.
Desde sua independência, a Argentina busca consolidar-se como país líder na América do Sul. Seus interesses políticos, econômicos e militares passaram a se chocar com as ambições de outra potência regional, o Brasil.
 A competição entre os dois países é tradicional. Na década de 1990, a criação do MERCOSUL melhorou as relações entre Argentina e Brasil, tornando-os mais parceiros que competidores. No entanto, a Argentina ainda disputa com o Brasil a liderança do MERCOSUL, os investimentos estrangeiros e uma vaga no Conselho de Segurança da ONU.
Com uma área territorial de 2.780.272 km², a Argentina é o segundo maios país da América Latina, colocada somente depois do Brasil.





























terça-feira, 26 de outubro de 2010

REGIÃO CENTRO-OESTE ASPECTOS FÍSICOS

A Região Centro-Oeste é assim constituída:
Distrito Federal
Goiás (Goiânia)
Mato Grosso (Cuiabá)
Mato Grosso do Sul (Campo Grande).
A maior parte da vegetação original que cobria a Região Centro-Oeste foi retirada. Nela atualmente predominam áreas antrópicas. A Mata Atlântica, que cobria áreas do estado de Goiás e Mato Grosso do Sul, foi a formação vegetal mais devastada na região.
Na Floresta Amazônica, no norte do Mato Grosso, comparativamente houve maior nível de preservação. Contudo, nas últimas décadas, com o aumento de áreas ocupadas na Amazônia, avançou a devastação.
Anteriormente, o Cerrado ocupava grandes extensões dos três estados da Região Centro-Oeste. Na atualidade, as espécies do Cerrado são as que mais sofrem com as alterações causadas pelo desenvolvimento das atividades agropecuárias.
 No Centro-Oeste encontramos, ainda, o Complexo do Pantanal. Trata-se de um ambiente em que a formação vegetal é composta por trechos de Cerrado, Campos e Florestas Tropicais, além de variadas espécies aquáticas.
 Esse complexo corresponde a uma vasta planície inundável, ocupando áreas do sudoeste do Mato Grosso, oeste do Mato Grosso do Sul, além de terras da Bolívia e do Paraguai.
Na Região Centro-Oeste, a Floresta Amazônica está associada co clima equatorial úmido, que domina grande parte do Mato Grosso; no extremo sul da região, devido à ocorrência do clima subtropical, há pequenos trechos da formação vegetal denominada Campos; tanto o Cerrado quanto o Pantanal estão sob a influência do clima tropical.
Alguns dos rios formadores das principais bacias hidrográficas do país têm suas nascentes localizadas na Região Centro-Oeste.
A maioria dos rios do Centro -Oeste possui elevado potencial para a produção de energia, já que muitos deles apresentam corredeiras e quedas d’água.




















A ECONOMIA DA REGIÃO SUL

A participação da Região Sul no Produto Interno Bruto (PIB) do país corresponde a 17,7%. A partir da década de 1970, as atividade agrárias cederam lugar às atividades das indústrias, do comércio e dos serviços.
Contudo, a Região Sul ainda é importante produtora agropecuária. Nela são utilizadas modernas técnicas de produção, que possibilitam elevada produtividade.
Do total do rebanho do país, as maiores participações da Região Sul são de suínos e de frangos. Mais de 40% do rebanho suíno do Brasil é produzido no Sul, e também mais da metade do rebanho de frango.
O maior rebanho bovino do Sul encontra-se no Rio Grande do Sul. A criação de gado bovino no sul ocorre principalmente na forma extensiva. Muitas propriedades, no entanto, estão desenvolvendo a pecuária bovina de forma intensiva.
Com um grande número de pequenas e média propriedades rurais, de base familiar, a produção agrícola da Região Sul é uma das maiores e mais diversificadas do país.
As baixas temperaturas são propícias às culturas de trigo, aveia, cavada, centeio, uva e maçã, da quais a Região Sul é grande produtora.
A maior produção de carvão mineral do Brasil encontra-se em Santa Catarina, especialmente nas cidades de Criciúma, Lauro Muller, Siderópolis e Uruçanga.
O Sul é a segunda região mais industrializada do país.
Principais indústrias sulistas:
1. Indústrias têxteis – Hering e Sulfabril, localizadas em Blumenau; Malwee, localizada em Jaraguá do Sul, no estado de Santa Catarina;
 2. Indústrias metalúrgicas – Eberle, Tramontina e Gerdau, localizadas em vários municípios do estado do Rio Grande do Sul;
3. Indústrias alimentícias – Chapecó, Sadia e Perdigão, localizadas no estado do Paraná;
4. Indústrias de couro e de calçados – Azaléia, Dakota e a Ortopé, no Rio Grande do Sul;
5. Indústrias de bebidas, que processam parte da produção de uvas cultivadas na região.
Como em todas as demais regiões do Brasil, o setor terciário na Região Sul tem grande importância. Entre as atividades de prestação de serviços, o turismo é a que tem alcançado grande desenvolvimento. A região serrana do Rio Grande do Sul, conhecida como Serras Gaúchas está entre os pontos turísticos mais visitados no Sul.
No Paraná, um dos grandes atrativos são as Cataratas do Rio Iguaçu que, em sua foz, formam imensas quedas d’água.
Em Santa Catarina, o turismo de praias e a Oktoberfest, festa típica de influência alemã, trazem muitos turistas para o estado.























 











ASPECTOS DA POPULAÇÃO DA REGIÃO SUL

A Região Sul tem elevado grau de urbanização. Cerca de 81% da população sulista é urbana e apenas 19% é rural. No ano de 2000, de acordo com o censo demográfico realizado pelo IBGE, a Região Sul contava com uma população de aproximadamente 25 milhões de habitantes.
Ainda de acordo com o censo, o Rio Grande do Sul era o estado mais populoso da região, seguido pelos estados do Paraná e de Santa Catarina.
O Sul é a região do país que guarda os traços mais expressivos da colonização européia no Brasil. A influência européia pode ser notada não só nas características físicas de grande parte da população sulista, mas também nas tradições culturais.
A expressão cultural dos imigrantes europeus também pode ser notada na paisagem da região, principalmente na forma de suas construções.
Os estados da Região Sul possuem indicadores sociais e econômicos dos mais elevados do país. Apresentam-se entre os seis primeiros colocados no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.














A OCUPAÇÃO E A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO SULISTA

Até a primeira metade do século XVIII, grande parte das terras que atualmente formam a Região Sul pertenciam oficialmente à Espanha.
Ao longo do século XVII, os jesuítas instalaram-se principalmente no norte e oeste do estado do Paraná e em uma área denominada Sete Povos das Missões, a oeste do Rio Grande do Sul, com o objetivo de catequizar os povos indígenas que habitavam a região. Assim, vários núcleos de povoamento foram fundados.
Foi somente a partir de 1750, com a assinatura do Tratado de Madri, que o território da atual Região Sul, passou efetivamente das mãos dos espanhóis ao domínio português.
Com o Tratado de Madri, os espanhóis cederam a área dos Sete Povos aos portugueses, em troca das terras da Colônia do Sacramento, que hoje pertencem ao Uruguai.
A pecuária exerceu forte influência no povoamento e na exploração econômica da região, caracterizada pela formação de estâncias e pela utilização de invernadas. O couro e o charque produzidos no Sul atraíam inúmeros tropeiros para a região.
Para garantir o povoamento da Região Sul, em meados do século XVIII foi incentivada a imigração de europeus, que passaram a praticar atividades de subsistência (principalmente a agricultura) em pequenas propriedades rurais.
Famílias portuguesas foram as primeiras a chegar. A imigração italiana também contribuiu bastante para a expansão e a consolidação do povoamento do Sul. A presença de japoneses na Região Sul foi marcante no norte do Paraná.




















domingo, 24 de outubro de 2010

REGIÃO SUL - ASPECTOS FÍSICOS

A Região Sul é formada pelos seguintes estados:

1. Paraná (Curitiba)
2. Santa Catarina (Florianópolis)
3. Rio Grande do Sul (Porto Alegre).
A Região Sul está localizada ao sul do Trópico de Capricórnio, na zona temperada, dominada pelo clima SUBTROPICAL. Esse tipo de clima faz da Região Sul a mais fria do país. A MATA DAS ARAUCÁRIAS ou MATA DOS PINHAIS recobria grandes áreas da Região Sul.
O processo de colonização e ocupação, no entanto, reduziu as áreas dominadas pelas araucárias, colocando em seu lugar fazendas agrícolas e cidades.
Outra formação vegetal devastada na Região Sul foi A MATA ATLÂNTICA. Atualmente, no extremo sul da região, ainda há grandes áreas dominadas pelos CAMPOS.
 O relevo da Região Sul é caracterizado pela presença de várias serras. Nessas elevações estão localizadas as nascentes de grande parte dos rios da região, que se dirigem para o interior do continente, compondo a Bacia do rio Uruguai e a Bacia do Rio Paraná.
Além disso, a Região Sul é abrangida pela Bacia Hidrográfica do Atlântico Sul, denominada Bacia do Sudeste. 
Os rios da região são aproveitados para navegação, irrigação de áreas de agricultura, abastecimento urbano e geração de energia. Entre eles destacam-se o Jacuí e o Uruguai, no Rio Grande do Sul; o Itajaí, em Santa Catarina; o Iguaçu e o Paraná, no estado do Paraná.
O rio Paraná é de grande importância para a região. Nele foi construída a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo em operação.




















URUGUAI

Com uma área territorial de 176.215 km², o Uruguai é menor que o estado de São Paulo. Grande parte de seu território se caracteriza por apresentar relevo pouco acidentado, com extensas planícies e colinas de baixa altitude, conhecidas localmente como cuchillas.
Nas cuchillas, desenvolve-se a agropecuária, principal atividade econômica do país. Os produtos gerados pela agropecuária representam 57% das exportações. Atualmente, a agropecuária praticada no Uruguai é extensiva.
O Uruguai é um dos países mais urbanizados do mundo, com cerca de 92% dos seus 3,2 milhões de habitantes vivendo em cidades. 
Além de contar com a sede do governo, a Grande Montevidéu é o centro comercial, industrial e financeiro do país.
Até a década de 1960, o Uruguai era conhecido como a “Suíça sul-americana” por apresentar perfil de país desenvolvido. No entanto, a partir dos anos 1970, a escassez de recursos minerais e energéticos contribuiu para a desestabilização da economia.
Esses fatores terminaram por produzir o padrão de vidada população. Em 1973, ocorreu um golpe militar com graves consequências: prisão e tortura de pessoas que se opunham ao regime, censura à imprensa e às instituições de ensino.
A ditadura militar prolongou-se até 1984 e, mesmo com o restabelecimento da democracia, os problemas econômicos continuaram.
A década de 1990 foi marcada por privatizações, diminuição dos gastos públicos e aumento do desemprego.

















 





sábado, 23 de outubro de 2010

PARAGUAI

Com um área de 406.752km², o atual território paraguaio resulta de uma sucessão de perdas e conquistas de terras.
As perdas ocorreram para o Brasil e a Argentina, na Guerra do Paraguai (1854-1870). A conquista se deu quando o país anexou parte do território boliviano após ter vencido a Guerra do Chaco (1932-1935).
O Rio Paraguai, que atravessa o território de norte a sul, é o marco da distribuição do país em duas regiões distintas: a Ocidental e a Oriental.
 A região Ocidental é pouco povoada. Da população total de aproximadamente cinco milhões de habitantes, apenas 5% ocupam essa região. A região Oriental está situada entre os rios Paraguai e Paraná, concentra a maior parte da população, principalmente no entorno da capital, Assunção.
 Uma parcela significativa da população paraguaia está empregada no setor primário da economia. O Paraguai é um dos países latino-americanos com menor taxa de urbanização: apenas cerca de 43% de sua população vive nas cidades.
As principais cidades do Paraguai são Assunção e Ciudad del Este, esta última localizada na fronteira com Foz do Iguaçu, no estado do Paraná (Brasil), onde se desenvolve um intenso comércio de produtos importados.
Nesse local, o movimento de brasileiros é intenso. Diariamente, milhares de pessoas atravessam a Ponte da Amizade, sobre o Rio Paraná, em busca de mercadorias, a fim de revendê-las ou apenas adquirir produtos eletrônicos a preços mais baixos.
Entretanto, muitas dessas compras entram em nosso país de maneira ilegal, sem que os impostos de importação sejam pagos pelos compradores, o que se configura como crime de contrabando.























AMÉRICA PLATINA

Os territórios da Argentina, do Paraguai e do Uruguai, que hoje formam a América Platina, no passado colonial integravam o Vice-Reino do Prata, que abrangia uma extensa área subordinada à Espanha.
 O Rio da Prata, utilizado pelos espanhóis como porta de entrada para a ocupação do sul do continente americano, recebeu esse nome porque os colonizadores europeus acreditavam existir metais preciosos na região.
As expectativas de encontrar ouro e prata, porém, não se confirmaram. Por essa razão e porque o clima temperado não favorecia o cultivo de produtos tropicais, a região platina foi praticamente abandonada pelos espanhóis até o século XIX.
Com a Primeira Revolução Industrial e o crescimento das grandes cidades européias, aumentou a procura por produtos cultivados em clima temperado, como o trigo. Naquele momento, então, acelerou-se o processo de ocupação da América Platina. 
Do ponto de vista físico, o relevo da América Platina caracteriza-se basicamente pela presença de extensas planícies e planaltos. Somente no oeste da Argentina ocorrem as grandes cadeias de montanhas da Cordilheira dos Andes.
A Argentina é o país mais industrializado da América Platina, com destaque para a produção de automóveis, aço, produtos químicos e têxteis.
A hidrografia dos países platinos apresenta rios extensos, como o Paraná, o Paraguai, e o Uruguai. Esses três rios formam o Rio da Prata e constituem a principal bacia hidrográfica da região, a Bacia Platina. 
A Bacia Platina inclui porções dos territórios da Argentina, da Bolívia, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai.













 



domingo, 19 de setembro de 2010

GUIANA, SURINAME E GUIANA FRANCESA

A palavra guiana é uma derivação do vocábulo indígena guyana, que significa “terra de muitas águas”. Os três territórios são banhados pelos rios Orenoco, Amazonas, Negro e pelo Oceano Atlântico.
Localizados no norte América do Sul, diferenciam-se dos demais países sul-americanos, sobretudo por seu passado colonial estar associado a ingleses, holandeses e franceses.

GUIANA

Cerca de 80% do território guianense, que tem 214.083 km², é recoberto por florestas. A população se caracteriza pela diversidade étnica e cultural, sendo constituída por negros, indígenas, europeus, chineses e mestiços.
A atividade industrial é pouco desenvolvida e o padrão devida da população é baixo. Na região costeira se concentram parte dos dos cerca de 750 mil habitantes do país.

SURINAME

Com uma área de 163.820 km², o reduzido território do Suriname apresenta relevo caracterizado pela ocorrência de colinas no centro e no sul e uma vasta planície no norte.
A maioria dos 449 mil habitantes vive no litoral, na capital Paramaribo, principal cidade do país.
No país há uma população oriunda da miscigenação étnica, além de indígenas, paquistaneses, javaneses, indonésios, chineses e japoneses. Apenas 1% dos habitantes descende dos colonizadores holandeses.

GUIANA FRANCESA

A Guiana Francesa é um departamento ultramarino da França, com um território de 91.000 km² e uma população de 187 mil habitantes. Cerca de 90% do território da Guiana Francesa é coberto por florestas.
A população é composta de diversas etnias, descendentes diretos ou miscigenados dos seguintes povos: africanos, europeus, chineses, vietnamitas e uma minoria de árabes e indígenas. A maioria dessa população vive nas cidades litorâneas, sobretudo em Caiena, capital.
Em 1974 surgiu na Guiana Francesa um movimento que reivindica a independência do território em relação à França. Recentemente, esse movimento separatista tem sido responsável por exaltados protestos em Caiena.













sábado, 18 de setembro de 2010

VENEZUELA, EQUADOR E COLÔMBIA


VENEZUELA

O território venezuelano, com uma área de 912.050 km² é o país andino que abriga a menor extensão dessa cadeia de montanhas.
O extenso litoral venezuelano abriga a maior parcela da população. Também na região litorânea concentram-se as atividades petrolíferas de extração, refino e exportação, fundamentais para a economia do país.
A Venezuela tem aproximadamente 24 milhões de habitantes, 90% dos quais vivem em centros urbanos. Entre as principais cidades destacam-se Caracas (capital do país), Maracaibo e Valência.

EQUADOR

O Equador é o menor país da América Andina, com apenas 272.040 km². Por ser atravessado pela linha do Equador, é conhecido como “país do meio do mundo”.
A 1.200 km do litoral equatoriano, encontra-se o arquipélago da Galápagos, um importante pólo turístico que atrai também cientistas interessados no estudo de sua biodiversidade. Esse conjunto de ilhas é considerado, pela Unesco, patrimônio natural da humanidade.
Os indígenas e uma população originada da intensa miscigenação entre os nativos e os europeus, principalmente espanhóis, representam 80% dos aproximadamente 13 milhões de habitantes do Equador.
Essa população, convive com as desigualdades e os graves problemas sociais, típicos dos países subdesenvolvidos.
O pequeno território equatoriano apresenta três regiões distintas:
1. O litoral (a oeste);
2. a cordilheira (ao centro);
3. e a floresta (a leste).
O litoral ou costa do Pacífico é uma estreita planície onde se localiza Guayaquil, a principal cidade do Equador e também o centro econômico do país.
No centro o relevo é caracterizado pela Cordilheira dos Andes, que atravessa o território equatoriano de norte a sul. Nessa região está situada a capital do país, Quito, e também uma parcela significativa da população de baixa renda do Equador.
O leste é a área em que se localiza a Floresta Amazônica equatoriana.

COLÔMBIA

Com área de 1.141.748 km², o espaço territorial colombiano é intensamente influenciado pela Cordilheira dos Andes, que se estende de norte a sul e determina a distribuição da população e as características das principais atividades econômicas do país.
A Colômbia é banhada por dois oceanos – o Atlântico a norte e o Pacífico, a oeste – o que é um facilitador para o comércio externo. Sua posição geográfica também é importante, por situar-se entre a América Central e a América do Sul.
Com aproximadamente 42 milhões de habitantes, o país é o mais populoso da América Andina. Sua população é originada, predominantemente da miscigenação entre povos latinos e europeus e está concentrada nas áreas urbanas, com destaque para a capital, Bogotá e as cidades de Cali e Medelín.
O cultivo de plantas para a produção de narcóticos ocorre principalmente nos Andes e na Floresta Amazônica, onde os narcotraficantes contam com a colaboração cada vez maior de pequenos agricultores, de quem compram as folhas de coca e de cannabis.
Outro problema na Colômbia, responsável por afetar a segurança interna do país, é a ação de grupos guerrilheiros que lutam contra as Forças Armadas com o intuito de destituir o governo.
Os principais grupos guerrilheiros são o Exército da Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). As Farc são o maior movimento guerrilheiro da América Latina a atuam na Colômbia desde 1950.






CHILE, BOLÍVIA E PERU

CHILE

O território chileno, com 756.626 km², é uma estreita e longa faixa de terra, situada entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico.
O Chile classifica-se como o país de maior desenvolvimento econômico e social da América Andina.
O expressivo crescimento econômico dos últimos anos resultou da aplicação de um conjunto de reformas, tais como:
1. Redução de impostos;
2. Incentivos à produção e à exportação;
3. Privatização de empresas estatais;
4. Maior abertura da economia aos investimentos estrangeiros.
No entanto, o grande crescimento econômico não foi acompanhado de semelhante desenvolvimento humano, por isso uma parcela significativa da população chilena ainda enfrenta problemas sociais característicos de países subdesenvolvidos.
A grande extensão do território no sentido latitudinal (norte-sul) e a influência climática são responsáveis pela definição de três regiões distintas.
O NORTE possui climas árido e semi-árido. Nessa área encontra-se o Deserto de Atacama.
O CENTRO do Chile é a principal região do país. Beneficiada pela disponibilidade de água e pelo clima temperado, nela localizam-se as principais cidades (Santiago e Valparaíso), a maior parte da população e as atividades econômicas mais importantes.
 O SUL do Chile apresenta clima frio e úmido. Marcado pelo grande vazio demográfico.
Com aproximadamente seis milhões de habitantes, a capital do país, Santiago, concentra cerca de 40% da população chilena e a maior parte das indústrias e dos serviços.

BOLÍVIA

Com uma área de 1.098.581 km², o atual território boliviano resulta dos vários conflitos que envolveram o país após sua independência, em 1825.
A Bolívia tomou parte em disputas com Brasil, Paraguai e Chile. Para este último, perdeu a área do Deserto de Atacama, sua única saída para o mar. Por causa dessa característica de seu território, o país depende dos portos estrangeiros para escoar e receber mercadorias.
Apenas uma porção das terras bolivianas é coberta pela Cordilheira dos Andes, que nessa região se divide em cordilheiras Oriental e Ocidental.
Com uma população total de aproximadamente nove milhões de habitantes, caracterizada pela miscigenação e pela forte presença indígena, a Bolívia é um dos países sul-americanos que apresentam os piores indicadores sociais da região.
Em 1992, os governos do Brasil e da Bolívia assinaram um acordo para a construção de um gasoduto, pelo qual a Bolívia fornecerá gás natural ao Brasil.
Em território boliviano, o gasoduto tem 560 km de extensão, partindo de Santa Cruz de La Sierra até a fronteira com o Brasil. Em território brasileiro, o gasoduto tem 1.400 km, estendendo-se desde Corumbá, no Mato Grosso do Sul, até Guararema, em São Paulo e , daí, em direção ao Porto de Santos e para Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
Além do Brasil, os governos de outros países, entre eles Estados Unidos, já manifestaram interesse pelo gás boliviano.

PERU

O território peruano conta com 1.285.216 km², abrangendo uma população de aproximadamente 28 milhões de habitantes, cuja principal característica é a elevada participação de indígenas (46%) em sua composição étnica.
O Peru é o maior herdeiro da cultura inca.
As desigualdades sociais são acentuadas no Peru, país que apresenta uma parcela significativa de sua população vivendo abaixo da linha da pobreza.
Em reação às péssimas condições de vida da população, surgiram grupos guerrilheiros, como o Sendero Luminoso e o Movimento Revolucionário Tupac Amaru, que foram responsáveis por diversos atentados ocorridos no Peru, principalmente ao longo da década de 1980.
O território do Peru é organizado em três grandes áreas:
1. A região costeira (La Costa), entre o Oceano Pacifico e a Cordilheira dos Andes;
2. A região montanhosa (La Sierra);
3. A região da Floresta Amazônica (La Sielva), situada a leste dos Andes.
A região costeira ou litoral, apesar de conter uma grande área desértica, concentra a maior parte da população e as mais importantes cidades, como Lima, a capital do país, Callao, Piura e Trujillo.
A região montanhosa, constituída pela Cordilheira dos Andes, abriga uma parcela significativa da população indígena. Vivendo nas encostas e nos vales férteis, essa população emprega-se como mão-de-obra barata nas zonas de mineração ou desenvolve a agricultura de subsistência.
A região da Floresta Amazônica corresponde a mais de 60% da área territorial do Peru e é pouco povoada.
A Amazônia peruana tem sido utilizada para o cultivo de maconha e coca. A atividade já abrange uma grande extensão de terras e de trabalhadores rurais de baixa renda. A produção peruana de narcóticos é a terceira maior do mundo, sendo superada somente pela de outros países andinos, como a Colômbia e a Bolívia.















A ECONOMIA DO SUDESTE

No Sudeste, o parque industrial é bastante diversificado, podendo-se verificar a presença de todos os tipos de indústria: de transformação, extrativa e da construção.
No Sudeste encontramos os principais TECNOPOLOS ou CENTROS DE ALTA TECNOLOGIA do Brasil. Esses pólos correspondem às áreas onde se concentram centros de pesquisa científica e tecnológica, como as universidades e os institutos de pesquisa.
O setor terciário (comércio e serviços) é o responsável por mais da metade do PIB produzido pelo Sudeste.
No sudeste também estão concentradas empresas prestadoras de serviços de vários ramos de atividade: educação, saúde, telecomunicações, informática, publicidade, turismo, setor financeiro etc.
A agropecuária do Sudeste tem muita importância na economia regional e nacional. Grande parte da região é abrangida pela agropecuária mais modernizada.
As atividades agrícolas que se desenvolvem no Sudeste, especialmente no estado de São Paulo, são as mais modernas do país.
Elas se caracterizam pela utilização de elevadas tecnologias de produção; pelo uso acentuado de fertilizantes químicos e agrotóxicos; pela diversificação da produção, isto é, o cultivo de vários produtos.
Entre os principais produtos agrícolas da região, destacam-se a laranja, o café e a cana-de-açúcar, que, além de atenderem ao mercado nacional, é destinada à exportação.
Do total nacional da produção de laranjas, mais de 70% vêm do estado de São Paulo. Quanto ao café, os três maiores estados produtores nacionais estão situados no Sudeste: Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.
No que se refere à cana-de-açúcar, o estado de São Paulo é o principal produtor, responsável por mais da metade da cana produzida no Brasil.
Grande parte das atividades pecuárias do Sudeste se desenvolve de forma intensiva, com espécies selecionadas e vacinadas, garantindo alta produtividade.
O Sudeste tem o segundo maior rebanho bovino do país, perdendo apenas para a região Centro-Oeste. A produção leiteira da Região Sudeste, a maior do país, concentra-se em áreas dos estados de São Paulo e Minas Gerais, principalmente.
A atividade extrativista do sudeste baseia-se principalmente na extração de recursos minerais. Os grandes destaques da atividade extrativista são o petróleo e o minério de ferro.
O Rio de Janeiro é o estado cuja PLATAFORMA CONTINENTAL responde por cerca de 80% de todo o petróleo produzido no país. O Sudeste concentra o maior número de refinarias de petróleo no país.














sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SUDESTE: ORGANIZAÇÃO ATUAL DO ESPAÇO

Foi na Região Sudeste, especialmente na cidade de São Paulo, que o processo de industrialização encontrou condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento:
1. Disponibilidade monetária e de mão-de-obra;
2. Existência de um mercado consumidor interno;
3. Infra-estrutura adequada à implantação das fábricas.
Nos últimos anos está havendo um processo de desconcentração industrial no Sudeste; várias indústrias estão deixando a região para se instalar em outras localidades do país.
A região mais industrializada e urbanizada do nosso país está localizada no Sudeste.
Essa região, denominada MEGALÓPOLE, corresponde ao COMPLEXO METROPOLITANO DO SUDESTE, compreendendo as regiões metropolitanas de São Paulo, do Rio de Janeiro, da Baixada Santista, de Campinas e as áreas do seu entorno.
Atualmente, a região é a mais populosa do país, somando cerca de 72 milhões de habitantes, o que significa que mais de 40% da população do país vive no Sudeste.
O Sudeste é também a região que apresenta a maior densidade demográfica do país, com cerca de 78 hab/km², e o maior índice de urbanização: mais de 65 milhões e meio de pessoas vivem no meio urbano, o que corresponde a quase 95% da população da região.




segunda-feira, 6 de setembro de 2010

OS "BOLAS CHEIAS" DA II UNIDADE


6ª A - VICTÓRIA CAROLINE  - 9.9
6ª B - JULIANA BISPO - 9.5
6ª C - REBECA SANTOS - 9.0
6ª E - STEPHANIE SANTANA - 9.5
6ª F - SAMIR RICARDO  - 9.5
6ª G - ALEF JORDAN  - 9.5
7ª A - LARISSA PEDREIRA - 9.6
7ª B - MARCOS HENRIQUE - 9.8
7ª D - CAMILA SANTANA - 8.8



domingo, 5 de setembro de 2010

AMÉRICA ANDINA

Com uma área territorial de mais de 5,3 milhões de quilômetros quadrados, a América andina, na América do Sul, é constituída por seis países e uma população superior a 139 bilhões de habitantes.
A América Andina recebe esse nome devido à marcante presença da Cordilheira dos Andes como um dos principais elementos de sua paisagem.
Além dos Andes no oeste, há as planícies sedimentares no leste. Em alguns trechos da região, aparecem planaltos intercalados pelas montanhas; são os altiplanos, que abrigam uma parcela significativa da população.
A Cordilheira dos Andes é um divisor de águas importante para a rede hidrográfica de toda a América do Sul.
Os rios que nascem no lado oeste da cordilheira e deságuam no Oceano Pacífico são de pequena extensão, têm curso acidentado e forte correnteza.
Já os rios que nascem no lado leste dos Andes e deságuam no Atlântico são de grande extensão, como o Amazonas, por exemplo, com sete mil quilômetros.
Apesar do predomínio de climas quentes do tipo equatorial e tropical, há grande variedade climática na América Andina, com climas frio de montanha, temperado e desértico.
A vegetação também é muito diversificada, com florestas, savanas, estepes e vegetação de altitude.
Os costumes herdados das sociedades pré-colombianas permanecem como uma tradição aos povos dos países. Outra característica compartilhada pela maioria dos países andinos é a baixa qualidade de vida.
Em relação às atividades econômicas, os países andinos dependem fortemente da extração mineral.
A atividade industrial, estimulada pela entrada do capital estrangeiro e de algumas multinacionais, apresenta crescimento em alguns países. O Chile e a Venezuela destacam-se como os países mais industrializados da região.
Os principais produtos agrícolas da América Andina são o café, a banana, o cacau, a cana-de-açúcar, o trigo e a aveia, voltados para o mercado externo. Já o milho, o arroz e a batata constituem a base da alimentação andina.
Uma característica marcante dessa região é o cultivo ilegal de maconha e coca, fonte de renda para poderosos grupos de traficantes e também para pequenos agricultores, que encontram nessa atividade sua única forma de sobrevivência.






sábado, 4 de setembro de 2010

A OCUPAÇÃO DO SUDESTE

A decadência da economia do açúcar no Nordeste e a descoberta de ouro e pedras preciosas em áreas do atual estado de Minas Gerais, em meados do século XVII, fizeram com que muitas pessoas se dirigissem ao Sudeste.
Com a exploração do ouro, o centro político e econômico do Brasil foi deslocado de Salvador, para a cidade do Rio de Janeiro.
Na segunda metade do século XVIII, a produção aurífera já estava em decadência e boa parte da população da área mineira migrou em direção aos atuais estados de São Paulo e Rio de Janeiro, em busca de terras férteis para a agricultura. Nessa época, o cultivo do café começava a despontar na região.
As primeiras plantações de café no Sudeste foram cultivadas no Rio de Janeiro, em fins do século XVIII. Depois, a cafeicultura se expandiu, principalmente para São Paulo e Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná, chegando até o atual Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste.
Com a cafeicultura, a organização do espaço geográfico da Região Sudeste foi profundamente modificada:
1. Houve intenso crescimento das cidades;
2. A construção de ferrovias;
3. Houve um aumento populacional com as migrações internas e de estrangeiros, principalmente italianos;
4. Aumentou o número de casas comerciais e financeiras.
O chamado “ouro verde” enriquecia os barões do café, empresários e banqueiros. Foi essa riqueza que deu impulso à industrialização do país. Os lucros obtidos na cafeicultura foram investidos no setor industrial.
As ferrovias, construídas para transportar a produção cafeeira das fazendas até o Porto de Santos, tiveram grande importância no desenvolvimento econômico e na organização do espaço geográfico da Região Sudeste.
Por sua importância histórica na organização espacial do Sudeste, essas ferrovias deveriam ser preservadas, transformando-se em centros culturais e locais de visitação.
A partir do final da década de 1950, os governos brasileiros passaram a privilegiar a construção das rodovias.
Com o desenvolvimento da atividade industrial no país, as rodovias se tornaram uma necessidade para atender às demandas de entregas de mercadorias.
A opção pelas rodovias como principal meio de transporte, a partir da década de 1950, ocorreu em escala mundial, devido à expansão da indústria automobilística.
Nessa época, no Brasil, além da implantação da indústria de automóveis, ocorreu também a mudança da capital do país para a Região Centro-Oeste.








AMÉRICA CENTRAL INSULAR

Um conjunto de grandes e pequenas ilhas forma a América Central insular; chamada também de Antilhas ou Caribe.
As inúmeras ilhas estão reunidas em três grupos:
1. GRANDES ANTILHAS: inclui Cuba, Jamaica, Porto Rico e a Ilha Hispaniola, onde se localizam o Haiti e a Republica Dominicana.
2. PEQUENAS ANTILHAS: inclui Antígua e Barbuda, Dominica, Granada, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Trinidad e Tobago, Barbados e Guadalupe, entre outras.
3. BAHAMAS: é um arquipélago com mais de 700 ilhas, situado ao norte de Cuba.
As ilhas do Caribe foram colonizadas por espanhóis, ingleses, franceses e holandeses. Suas sociedades formaram-se, portanto, da miscigenação entre diversas etnias e culturas.
Além do branco de origem européia, há também uma minoria de indígenas e a presença marcante de negros.
Cuba é o país mais populoso, com cerca de onze milhões de habitantes.
A região do Caribe é marcada pela instabilidade geológica, o que a torna sujeita a atividade vulcânica e aos terremotos.
Além das catástrofes naturais, a população caribenha sofre com os graves problemas sociais existentes na maioria dos países: altas taxas de mortalidade infantil, baixa renda per capita, elevados índices de analfabetismo e deficiência no atendimento médico-hospitalar.
Devido à reduzida dimensão territorial das ilhas, sua hidrografia apresenta rios de pequena extensão, o que compromete o abastecimento de água para a população.
O clima predominante é o tropical.
As capitais dos países caribenhos, como Havana (Cuba), Kingston (Jamaica), Porto Príncipe (Haiti), São Domingo (República Dominicana) e San Juan (Porto Rico), são as principais cidades do Caribe, nas quais se concentra a maioria da população.
A maior parte dos países caribenhos obteve a independência somente no início do século XX. Mas, ainda hoje, várias ilhas continuam politicamente dependentes de países europeus.
A agricultura é a principal atividade econômica do Caribe, com destaque para o cultivo da cana-de-açúcar, cujo maior produtor regional é Cuba.
A produção agrícola está voltada para o mercado externo.
O fato de a agricultura estar voltada para o mercado externo compromete a produção de alimentos, o que torna necessárias as importações para suprir o mercado interno.
A atividade industrial é pouco desenvolvida.
O turismo é uma atividade econômica que cresce a cada ano. O Caribe é a rota de cruzeiros marítimos e destino de milhares de turistas que procuram suas belas praias e sua Floresta Tropical.
As atividades financeiras e bancárias também se destacam na região que possui alguns dos mais conhecidos “paraísos fiscais” do mundo, como as Ilhas Cayman, as Ilhas Virgens e as Bahamas.
Nos chamados “paraísos fiscais”, grandes somas de valores podem ser depositados sem que seja necessário declarar a origem do dinheiro.
Os maiores beneficiários dos “paraísos fiscais” são aqueles que estão envolvidos com o crime organizado, como o narcotráfico, o contrabando e com o desvio de dinheiro público.









AMÉRICA CENTRAL ÍSTMICA

A América Central ístmica ou continental corresponde a uma estreita faixa de terra que liga a América do Norte e a América do Sul.
É formada por sete países: Guatemala, Belize, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá, totalizando uma população de cerca de quarenta milhões de habitantes.
O país mais populoso dessa região é a Guatemala, com aproximadamente 12,6 milhões de habitantes, cerca de um terço da população de toda a América Central.
A composição étnica da população da América Central ístmica é resultante da miscigenação entre indígenas e espanhóis, os principais colonizadores da região.
Na Guatemala, mais da metade da população é constituída por indígenas.
Em Belize e na Costa Rica predominam os brancos.
A região é banhada pelos oceanos Pacífico, a oeste, e Atlântico, a leste.
O Oceano Atlântico forma um imenso mar interior denominado Mar da Antilhas ou do Caribe.
A maior densidade demográfica ocorre na costa do Pacífico, onde a presença de planaltos com solos férteis e clima tropical úmido favoreceu a concentração populacional.
Nas elevadas montanhas da costa do Pacífico, de formação recente, os climas frios e o relevo são fatores que inibem a presença humana, justificando a baixa densidade demográfica.
A baixa qualidade de vida, expressa pelas altas taxas de mortalidade infantil e de analfabetismo, os grandes desníveis sociais e a elevada concentração de renda são características marcantes da América Central.
Além disso, há a dependência econômica de seus países em relação aos Estados Unidos.
Desde o período colonial (século XVI) as principais atividades econômicas da América Central continental estão relacionadas ao cultivo de produtos tropicais voltados para o mercado externo.
O café e a banana são os principais itens da pauta de exportação da região.
No litoral do Atlântico também ocorre intensa exploração de madeiras de grande valor comercial.
A atividade industrial e a extração mineral são praticamente inexistentes.
O país mais industrializado na região é o Panamá, cuja produção petrolífera alimenta as indústrias petroquímicas e lhe garante a exportação de petróleo.
A partir da década de 1990, as atividades ligadas ao turismo representam uma oportunidade de trabalho de uma parcela significativa da população da América Central ístmica.
Belize e Guatemala, países que abrigam muitos sítios arqueológicos da extinta civilização maia, atraem todos os anos um número cada vez maior de visitantes de vários lugares do mundo.
Além do patrimônio cultural, paisagens naturais, como vulcões e praias dos países da América Central continental, também atraem muitos turistas.









REGIÃO SUDESTE: ASPECTOS FÍSICOS


A Região Sudeste é composta pelos estados do Espírito Santo (ES – Vitória), Minas Gerais (MG – Belo Horizonte), Rio de Janeiro (RJ – Rio de Janeiro) e São Paulo (SP – São Paulo).
O Sudeste foi a região que teve sua vegetação original mais devastada pela ação humana. Isso acontece até os dias atuais. Desde o final do século XVIII, a cobertura vegetal começou a ceder lugar às plantações de café, importante atividade econômica desenvolvida na região.
A vegetação da Região Sudeste é muito diversificada, sendo constituída, principalmente, por:
1. Mata Atlântica
2. Cerrado
3. Caatinga
4. Vegetação Litorânea
A Mata Atlântica é um dos ecossistemas mais ricos do mundo em biodiversidade. Para assegurar a proteção dos remanescentes da Mata Atlântica, foram criadas várias organizações governamentais e não-governamentais (ONGs).
Um exemplo é a Fundação SOS Mata Atlântica, uma organização não-governamental que tem como objetivo promover a conservação da Mata Atlântica.
A vegetação de Cerrado, na Região Sudeste, recobria grandes áreas do estado de Minas Gerais. Era no norte desse estado que também se encontrava a Caatinga, em decorrência do clima semi-árido.
Nas regiões de ocorrência da Vegetação Litorânea, destaca-se a cobertura vegetal das Restingas e dos Manguezais.
A Região Sudeste destaca-se pelos climas tropical, tropical de altitude, litorâneo úmido e subtropical úmido.
O clima TROPICAL abrange parte dos estados de Minas Gerais e de São Paulo. Já o clima TROPICAL DE ALTITUDE, é comum nas áreas serranas do Sudeste.
O clima LITORÂNEO ÚMIDO abrange praticamente todo o estado do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. O clima SUBTROPICAL ÚMIDO abrange a porção do Brasil localizada ao sul do Trópico de Capricórnio, compreendendo o sul do estado de São Paulo.
A maior parte do relevo da Região Sudeste encontra-se acima de 500m de altitude.Esse fato, associado à localização, explica a predominância do clima tropical de altitude em grande parte do território.
A região Sudeste é abrangida pelas bacias hidrográficas do Rio Paraná, do Rio São Francisco e pelas bacias do Leste e do Sudeste.
Os rios Paraná, Tietê, Paranapanema, Paraíba do Sul, Doce e Jequitinhonha têm grande importância na região, servindo à geração de energia elétrica e à navegação.
É o caso, por exemplo, do rio Tietê, onde foram construídas importantes usinas hidrelétricas com o objetivo de fornecer eletricidade para a região.











terça-feira, 24 de agosto de 2010

Amazônia perdeu 49 mil quilômetros quadrados de áreas protegidas em um ano



A Amazônia perdeu pelo menos 49 mil quilômetros quadrados (km2) de áreas protegidas por causa da extinção e redução de unidades de conservação (UCs) e terras indígenas entre 2008 e 2009. A área equivale aos estados de Alagoas e Sergipe juntos. Os números são de levantamento da organização não governamental (ONG) do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado dia 23/08.
Entre novembro de 2008 e novembro de 2009, a ONG identificou e avaliou 37 tentativas formais de alteração de 48 áreas protegidas na Amazônia. Entre as medidas, estavam projetos legislativos sugerindo redução ou extinção das reservas, ações judiciais, decretos, portarias e propostas de zoneamento econômico-ecológico.
Até julho de 2010, segundo o Imazon, 93% das iniciativas que foram concluídas resultaram na perda de 49.506 km² de áreas protegidas. Na grande maioria dos casos, a supressão se deu em áreas estaduais. O relatório do Imazon cita, por exemplo, a redução de UCs para implantação de projetos de infraestrutura - estradas e pequenas centrais hidrelétricas - em Rondônia e Mato Grosso.
A redução de unidades de conservação de responsabilidade federal também entrou na conta. Um dos casos é a Floresta Nacional de Roraima, reduzida por decreto legislativo. O outro é o da Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia, próxima às usinas do Rio Madeira. Após um impasse para liberação de uma licença estadual para a obra da Usina de Jirau, um acordo entre o Ministério do Meio Ambiente e o governo do estado resultou na cessão de parte da Floresta Nacional (Flona) para a regularização de um assentamento.
Além dos quase 50 mil km² que perderam status de áreas protegidas, mais 86,5 mil km² correm o mesmo risco, segundo o Imazon. As áreas são alvos de 13 projetos legislativos e ações judiciais ainda em tramitação.
Os pesquisadores sugerem o fortalecimento da fiscalização, a consolidação das áreas protegidas e mais rigor na análise das propostas de alteração de UCs como medidas para evitar novas supressões ou reduções de reservas.

Fonte: Agência Brasil

http://www.itapoanonline.com/main/plantao/noticia.aspx?nid=105867










segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Viagem ao Centro Antigo de Salvador


Que tal fazer turismo na própria terra e embarcar numa viagem ao Centro Antigo de Salvador? Você pode começar pela exposição “A História do Brasil Vive Aqui”, prevista para ficar aberta ao público somente por um mês mas por conta da grande procura foi prorrogada até novembro deste ano, no Palácio Rio Branco, recentemente reformado e aberto à visitação das 10h às 18h, durante a semana, e sábados e domingos, das 13h às 18h.
Instalada no andar térreo do Palácio Rio Branco, a exposição faz uma viagem no tempo para contar a história do Centro Antigo de Salvador (CAS), desde o início do século XVI até os dias atuais. Coordenada pelo artista plástico baiano Joãozito, a mostra reúne história e tecnologia e oferece ao visitante uma visão sobre todo o Centro Antigo de Salvador, que abrange uma área de 8 km², onde estão o Centro Histórico, o Pelourinho, e mais 11 bairros.
A exposição exibe, em telas LCD sensíveis ao toque, um guia completo de informações sobre a fundação da cidade e as ações mapeadas e coordenadas pelo Escritório de Referência do Centro Antigo (Ercas). Outro ponto alto da exposição é um box especial, que mostra imagens do programa Pelourinho Cultural. O público pode tocar nas telas para conhecer as 14 proposições do Plano de Reabilitação Participativo do Centro Antigo de Salvador (PRCAS).
No centro da exposição, um caleidoscópio projeta mais de 4 mil fotografias de todo o Centro Antigo.

Fonte: Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador.

Veja fotos do Centro Histórico e do Antigo de Salvador.



http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157622803646617/

domingo, 22 de agosto de 2010

DESAFIO NATIONAL GEOGRAPHIC


A 2ª fase do Desafio National Geographic acontece neste sábado.
Mais de 350 alunos da rede pública e particular de ensino da Bahia participam, na manhã deste sábado, 21, da 2ª fase do Desafio National Geographic na Escola Estadual Noêmia Rego, localizada na rua Boca da Mata, no bairro de Valéria, em Salvador. A unidade escolar foi escolhida como escola-sede regional para centralizar as ações da etapa juntamente com o colégio particular Montessoriano. Os finalistas serão conhecidos no dia 22 de setembro e o resultado final do Desafio será divulgado em 16 de outubro.
De acordo com o professor e geógrafo Luciano de Almeida, que atua como coordenador local do Desafio na Escola Noêmia Rego, uma das funções do Desafio é mostrar a interdisciplinaridade da geografia com outras disciplinas do currículo. “A olimpíada é fundamental porque ajuda a ressaltar a importância da geografia para a sociedade. O evento fortalece a qualidade do ensino e mostra as relações que a disciplina mantém com a história, com o português e até mesmo com filmes. Também é interessante porque faz com que a matéria se torne atraente para os alunos”, afirma o professor Luciano.
A segunda etapa do Desafio vai aplicar prova objetiva e uma questão dissertativa para os alunos participantes. As avaliações costumam abordar temas contemporâneos da geografia e que estão em destaque nos debates atuais, como as questões do aquecimento global e da sustentabilidade. A terceira fase acontece entre os dias 14 e 16 de outubro em São Paulo. Todas as despesas com passagem, hospedagem e alimentação daqueles estudantes selecionados e dos seus responsáveis serão bancadas pela organização.
O Desafio National Geographic está em sua terceira edição e integra o Projeto Viagem do Conhecimento. Entre os principais objetivos da iniciativa está o de estimular jovens estudantes do ensino fundamental e médio a conhecer o espaço, o país e o mundo no qual vivem, além de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino da disciplina de Geografia e áreas afins. O enriquecimento do trabalho de professores da rede particular e pública também é evidenciado. O Desafio é aberto a alunos regularmente matriculados no oitavo e nono ano do ensino fundamental e na primeira série do ensino médio.



terça-feira, 17 de agosto de 2010

MÉXICO

A população mexicana, com cerca de 100 milhões de habitantes, é predominantemente formada pela miscigenação entre os ameríndios e os colonizadores espanhóis.
No território de 1.967.183 km², os mexicanos encontram-se distribuídos de forma irregular: cerca de 75% deles vivem no Planalto do México, que apresenta solos férteis de origem vulcânica e climas que favorecem a ocupação humana.
Nesse planalto, está localizada a Cidade do México, capital do país e principal cidade de uma das mais populosas regiões metropolitanas do mundo, com aproximadamente vinte milhões de habitantes.
No noroeste do país a presença de desertos também contribui para as baixas densidades demográficas na região.
A estrutura etária da população mexicana caracteriza-se pelo elevado percentual de jovens, apesar do declínio registrado nas taxas de natalidade nas últimas décadas.
Graves problemas sociais, como, por exemplo, altas taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil, ainda são características marcantes da população mexicana.
O México apresenta uma estrutura produtiva diversificada, com várias atividades agropecuárias, mineradoras e industriais.
O petróleo é o principal produto de exportação e o turismo apresenta-se como uma importante fonte de renda para o país.
O território mexicano é pouco favorável à agropecuária. A ocorrência de montanhas e climas áridos diminui a disponibilidade de áreas cultiváveis.
Grande parte da produção agropecuária concentra-se no Planalto do México, onde as temperaturas são amenas, as chuvas regulares e os solos férteis.
Para abastecer o mercado externo, destaca-se o plantio de algodão, sisal, café e cana-de-açúcar.
Para o mercado interno, são produzidos milho (item básico na alimentação dos mexicanos), batata, trigo, arroz e soja.
A pecuária é praticada no centro-oeste e chega a ocupar 40% do território; está voltada principalmente para a criação de gado bovino.
Em decorrência dos baixos salários e da concentração de terras, vários trabalhadores rurais mexicanos migram para os Estados Unidos com o intuito de trabalhar nas safras agrícolas.
Alguns deles realizam a chamada MIGRAÇÃO DE TRANSUMÂNICA, ou seja, vão para o país vizinho durante a época da colheita e regressam com o término do trabalho. Esses trabalhadores são conhecidos como BRACEROS.
A industrialização mexicana acelerou-se a partir da segunda metade do século XX, com a entrada no país de capital estrangeiro, atraído pela oferta de mão-de-obra e matérias-primas baratas.
Empresas transnacionais, sobretudo dos Estados Unidos, passaram a dominar o parque industrial mexicano.
A atividade industrial está concentrada em grandes centros urbanos, como a capital (Cidade do México), Guadalajara, Monterrey, Veracruz e Tampico.
Os setores industriais predominantes são o têxtil, o alimentício, o automobilístico, o petroquímico, o siderúrgico e o metalúrgico.
O México destaca-se na produção de diversos recursos naturais, como ouro, prata (maior produtor mundial), chumbo, ferro, gás natural, cobre e petróleo.
O petróleo constitui-se no principal produto de exportação do país e é extraído de uma extensa área no Golfo do México, por uma grande empresa estatal chamada Pemex (Petróleo Mexicano).
Apesar de o México estar entre os maiores produtores mundiais de petróleo, seu produto é considerado de má qualidade: é muito pesado e exige refinação especial para a obtenção de subprodutos, como a gasolina e o óleo diesel.
O México é um dos dez países que mais recebe turistas no mundo. São cerca de vinte milhões de pessoas que visitam o país todo ano.
Os turistas,a maior parte formada por estadunidenses e europeus, são atraídos pelas belas praias do litoral mexicano e pelo riquíssimo patrimônio histórico do país. A Cidade do México, construída sobre as ruínas da antiga capital do império asteca, é a principal atração.













domingo, 15 de agosto de 2010

NORDESTE: ESPAÇO GEOGRÁFICO ATUAL

A economia nordestina apresentou, nas últimas décadas, um crescimento em todos os setores. Esse crescimento acompanha, a evolução econômica brasileira.
Esse crescimento, relaciona-se com o fato de o Nordeste vir se integrando cada vez mais aos mercados de outras regiões brasileiras e ao mercado externo.
O espaço geográfico do Nordeste conta com importantes áreas de produção agrícola irrigada, o que elevou muito a produção e a exportação da região.
Os setores que mais contribuem para o PIB são o da indústria e o de serviços.
Os setores secundário e terciário são os que empregam a maior parte da População Economicamente Ativa do Nordeste.
A partir dos anos 1990, muitas indústrias migraram dos pólos tradicionais para novos pólos de industrialização no país.
Alguns desses novos pólos, que oferecem vantagens às empresas, encontram-se na Região Nordeste. Os principais atrativos oferecidos pelos estados nordestinos aos investidores, além da isenção de impostos são:
1. Cessão de terrenos, desconto nos pagamentos de alguns produtos e serviços, como, por exemplo, fornecimento de energia elétrica, por parte dos governos dos estados e municípios;
2. Mão-de-obra barata, pois os salários pagos nas indústrias instaladas no Nordeste são inferiores aos praticados no Sul e Sudeste do país;
3. Proximidade dos portos e dos fornecedores e compradores internacionais europeus e americanos.
Algumas indústrias que migraram para o Nordeste, porém, usam tecnologias modernas e pouca mão-de-obra, fazendo com que o número de empregos diretos gerados não favoreça a maioria da população.
Além disso, os cargos de gerência são ocupados por funcionários vindos do Sul e do Sudeste do país.
Ainda assim, a instalação de indústrias faz crescer a economia do município onde se instala, já que a atividade industrial envolve outros setores, como os transportes, os serviços bancários, o comércio etc.
As indústrias que se instalam no Nordeste enfrentam a falta de mão-de-obra especializada.
Muitas empresas vêm investindo na formação e na qualificação de trabalhadores, o que se torna positivo para o crescimento da região.
No Nordeste o setor de serviços corresponde a 55% do PIB (dados de 2000).
Algumas regiões metropolitanas do Nordeste (Grande São Luís, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Salvador) concentram atividades de serviços e de comércio.
Feira de Santana, por exemplo, é o segundo maior centro comercial da Bahia.
Na categoria serviços, uma das principais atividades desenvolvidas na Região Nordeste é o turismo.
As atividades turísticas se destacam não apenas nos centros urbanos, mas também em cidades menores, como Porto Seguro, na Bahia.
O principal atrativo do turismo no Nordeste são as praias, aliado ao fato de que o litoral dessa região está próximo do Centro-Sul do Brasil, bem como de países europeus e da América do Norte.
Além dos roteiros de praia, outras atrações movimentam as atividades turísticas do Nordeste, tais como a riqueza histórico-cultural e o turismo religioso.
Os governos do Nordeste também têm incentivado o turismo promovendo melhorias nas estradas e nos aeroportos; contudo, o turismo na região, também trouxeram alguns problemas.
Um dos principais problemas é a degradação ambiental, como o aumento da emissão de esgotos nas praias, o desmatamento e a destruição de manguezais para a instalação de grandes empreendimentos turísticos.
Nos últimos anos, os indicadores sociais do Nordeste (mortalidade infantil, expectativa de vida, escolaridade, entre outros) tiveram uma melhora, assim como os do Brasil como um todo.
Apesar da melhora conquistada nos aspectos sociais e econômicos, a região continua a apresentar profundas desigualdades e os mais baixos indicadores sociais do país.
Enquanto o Brasil possui 13,3% de analfabetismo entre pessoas de quinze anos ou mais, o Nordeste tem 26,6%, o dobro desse percentual.
A maior parte dos estados da Região Nordeste continua apresentando os piores indicadores sociais.
Entre os motivos que levam os aspectos sociais a ter esse desempenho, destacamos:
1. Concentração de renda e de terras nas mãos de poucos;
2. Aplicação inadequada dos investimentos públicos em benefício de latifundiários, empresários e políticos e não da maioria da população nordestina, principalmente a do Sertão.
Devemos lembrar que as demais regiões do país também apresentam desigualdades sociais, mas elas são mais marcantes no Nordeste.












AS SUB-REGIÕES DO NORDESTE

Alguns aspectos naturais foram usados como critérios para regionalizar o espaço do Nordeste.
Levando-se em conta, principalmente, as características do clima e da vegetação original, a Região Nordeste pode ser dividia em quatro sub-regiões: ZONA DA MATA, AGRESTE, MEIO- NORTE e SERTÃO.
Além das diferenças climáticas e da vegetação, essas sub-regiões têm também diferenças quanto às atividades econômicas desenvolvidas.
A sub-região da Zona da Mata originalmente era recoberta pela Mata Atlântica, daí seu nome. Essa área foi intensamente explorada do ponto de vista econômico.
Os cultivos de cana-de-açúcar acabaram por substituir a Floresta Tropical, de onde quase todo o pau-brasil já havia sido retirado.
Outro fator que contribuiu para o desaparecimento da Mata Atlântica nessa sub-região é que nela foram estabelecidos povoamentos que se tornaram importantes cidades: as capitais dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
A Zona da Mata é a mais populosa e conta com a mais elevada densidade demográfica das sub-regiões nordestinas. Também é a sub-região mais industrializada e desenvolvida economicamente.
Contudo, apresentam-se muitos problemas sociais, tais como condições precárias de muitas das moradias nos centros urbanos, elevado índice de desemprego, salários muitos baixos, principalmente nas atividades agropecuárias.
A sub-região nordestina da Zona da Mata pode ser dividida em três áreas distintas:
1. ZONA DA MATA AÇUCAREIRA;
2. RECÔNCAVO BAIANO;
3. ZONA DA MATA CACAUEIRA.
A denominação ZONA DA MATA AÇUCAREIRA teve origem no período colonial e correspondia à área de cultivo da cana-de-açúcar, que abrangia desde o Rio Grande do Norte até o norte da Bahia.
Atualmente, apesar de ainda haver muitas usinas de açúcar e de álcool e latifúndios monocultores, a produção de cana-de-açúcar tem diminuído e está cedendo lugar às atividades pecuárias e de produção de frutas.
Atualmente os maiores produtores de cana-de-açúcar do Nordeste são os estados de Alagoas e Pernambuco.
O Recôncavo Baiano compreende vários municípios localizados em torno da cidade de Salvador.
No município de Camaçari, a cerca de 50 km de Salvador, situa-se o Pólo Industrial e Petroquímico de Camaçari, que abriga importantes indústrias petroquímicas e de outros setores, como o metalúrgico e o automobilístico.
Nessa sub-região se desenvolvem ainda atividades tradicionais, como a agricultura de subsistência, a pesca e a coleta de mariscos, entre outras.
A Zona da Mata Cacaueira corresponde ao sul da Bahia, onde se destacam as cidades de Ilhéus e de Itabuna. Essa área foi importante produtora e exportadora mundial de cacau, desde o fim do século XIX até praticamente o final da década de 1970.
Já na década de 1950, uma crise na produção cacaueira levou à diminuição da área de plantio desse fruto na Bahia e no restante do país.
Apesar dessa diminuição decorrente da crise, o sul da Bahia ainda continua sendo um importante exportador de cacau.
A chamada Zona do cacau, após o período crítico, diversificou a sua economia, passando a desenvolver outras atividades, como a pecuária, a industrialização de polpa de frutas, a indústria de celulose, entre outras.
Por estar situado entre uma área seca (o Sertão) e outra úmida (a Zona da Mata), o Agreste constitui uma faixa de transição que possui vegetação característica dos ambientes da Caatinga e da Mata Atlântica.
No Agreste predominam os minifúndios policultores, isto é, as pequenas propriedades em que se cultivam vários produtos.
No Agreste também se desenvolvem a pecuária leiteira e as indústrias de derivados de leite e de bens de consumo, principalmente doces, sucos, móveis, calçados e têxteis.
O comércio é outra atividade muito importante do Agreste. Nesse setor, destacam-se as cidades de Campina Grande, no estado da Paraíba; Feira de Santana e Vitória da Conquista, na Bahia; Caruaru e Garanhuns, no estado de Pernambuco.
Muitos municípios do Agreste cresceram em decorrência da produção algodoeira.
Campina Grande, na Paraíba, convive com a cultura do algodão desde o início do século XX.
Hoje, a cidade tem um pólo têxtil consolidado e se destaca no cenário nacional não só pela quantidade da produção, mas por um diferencial tecnológico: o algodão colorido, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e exportado para países da América Latina e da Europa.
Esse produto é resultado de doze anos de pesquisa. O impulso econômico trazido pelo algodão colorido levou as fábricas da região a se organizarem para conquistar o mercado externo.
O Meio-Norte abrange o estado do Maranhão e a maior parte do estado do Piauí. É uma área de transição entre a Região Norte, extremamente úmida e o Sertão nordestino, muito seco.
A vegetação original nessa área é a Mata dos Cocais, que favoreceu o desenvolvimento das atividades de extrativismo vegetal.
Da carnaúba, extraem-se óleos e ceras para fabricação de velas e lubrificantes. Da palmeira de babaçu, é possível extrair palmito e o coco para a produção de óleos usados pelas indústrias, como a de cosméticos.
A maior parte da mão-de-obra envolvida na extração de coco de babaçu é de mulheres, as chamadas quebradeiras, que trabalham em condições precárias.
A economia do Meio-Norte tem se baseado também na criação de gado, na cultura de algodão e de arroz e no extrativismo vegetal.
Nas últimas décadas, vem ocorrendo a expansão da cultura de soja, destinadas à exportação. A soja produzida na região é exportada do Porto de Itaqui, em São Luís, capital do Maranhão e principal cidade do Meio-Norte.
O Sertão nordestino é a maior sub-região do Nordeste. Também é conhecido como a região do semi-árido, já que se caracteriza pela predominância do clima tropical semi-árido.
No interior do Sertão, em algumas áreas de vale, encontramos lugares mais úmidos, os brejos, onde se concentram importantes áreas agrícolas.
A pecuária extensiva e a agricultura comercial de frutas, café, algodão, soja, milho, feijão, arroz e mandioca são as principais atividades do Sertão.
Nos últimos anos, áreas irrigadas do Sertão vêm se tornando importantes produtoras.
Grande parte da população do Sertão sofre com as secas periódicas, que às vezes duram anos. Sem ter condições de estocar alimentos para serem consumidos durante esses períodos prolongados de seca, as famílias que vivem no meio rural enfrentam fome e miséria.




















NORDESTE: OCUPAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

O Nordeste é a região de ocupação mais antiga, onde a fundação de vilas e cidades se deu, inicialmente, ao longo do litoral.
A construção dos primeiros núcleos urbanos no litoral nordestino resultou da preocupação dos colonizadores com a defesa do território.
Ao longo do século XVI, a organização do espaço nordestino esteve relacionada à economia canavieira, que proporcionou poder político e econômico à região no período colonial.
As condições naturais, a existência de latifúndios, o desenvolvimento da monocultura e o trabalho escravo garantiu a produção açucareira, atividade que é desenvolvida até hoje no Nordeste.
A criação de gado foi outra atividade econômica que se desenvolveu no Nordeste, inicialmente relacionada à produção de açúcar.
Os bois eram utilizados nos engenhos como animais de tração e de transporte da cana-de-açúcar e constituíam fonte de abastecimento de carnes e couro.
Posteriormente esses animais passaram a ser criados em áreas distantes do litoral, onde as condições do clima e do solo não eram favoráveis ao cultivo da cana-de-açúcar. Com o tempo, a criação dos rebanhos possibilitou a ocupação do interior do Nordeste.
No final do século XVII, a agricultura canavieira do Nordeste entrou em crise. Isso ocorreu devido, principalmente, à concorrência das Antilhas, que, com preços mais baixos, conquistaram os mercados europeus de açúcar.
Já no século XIX, o cultivo de algodão, que era realizado no Agreste e no Sertão nordestinos, sofreu com a concorrência dos Estados Unidos, constituindo mais um elemento da decadência econômica da região.
Como consequência da decadência econômica sofrida, a Região Nordeste passou a ser uma área de repulsão populacional.





REGIÃO NORDESTE: ASPECTOS FÍSICOS

De modo geral, a Região Nordeste apresenta médias de temperatura elevadas e baixos índices pluviométricos.
O Nordeste é a região que recebe menor quantidade de chuvas, especialmente na área onde predomina o CLIMA SEMI-ÁRIDO.
Além da baixa umidade, esse clima caracteriza-se pelas elevadas temperaturas e pelo grande potencial de evaporação.
No clima semi-árido do Nordeste, desenvolve-se a CAATINGA, formação vegetal que se adapta às condições climáticas da região.
Na caatinga predominam as PLANTAS XERÓFILAS, isto é, adaptadas ao clima quente e seco, tais como cactáceas e arbustos de folhas pequenas e raízes compridas.
A região próxima ao litoral nordestino é caracterizada pelo CLIMA LITORÂNEO ÚMIDO que, embora tenha médias de temperatura elevadas, apresenta altos índices de precipitação.
Na área de predomínio desse tipo climático, encontramos VEGETAÇÃO LITORÂNEA, como os mangues e algumas áreas de Floresta Tropical, constituídas da Mata Atlântica.
O CLIMA TROPICAL, associado à formação vegetal do CERRADO predomina em quase todo o estado do Maranhão, oeste do Piauí, norte e leste do Ceará, nas divisas do Rio Grande do Norte e da Paraíba, além do centro-sul da Bahia.
No Nordeste, a distribuição dos rios é de apenas 3%.
Esse fato está relacionado principalmente com a predominância do clima semi-árido. A pequena quantidade de chuva, ou mesmo a sua ausência, em grande parte do ano, afeta a vida da população e a economia de muitos municípios nordestinos.
No Nordeste existem rios que secam nos períodos de estiagem. São os chamados rios INTERMITENTES ou TEMPORÁRIOS.
A maior parte dos rios intermitentes tem seu curso localizado no sertão, onde predomina o clima semi-árido.
Além dos rios temporários, também há os rios que nunca secam. São os chamados rios PERENES ou PERMANENTES.
Com sua nascente localizada no estado de Minas Gerais, na Serra da Canastra, o rio São Francisco é o principal curso de água do Nordeste.
Por ser intensamente utilizado em atividades econômicas, o rio São Francisco vem apresentando sérios problemas como o assoreamento, o desmatamento de suas margens e a poluição.
No que se refere ao relevo da Região Nordeste, de modo geral, encontramos altitudes mais baixas próximas ao litoral, que correspondem à Planície Costeira. As áreas mais elevadas constituem os planaltos, como o Planalto da Borborema, a Chapada Diamantina, a Serra Geral e a Serra Grande.
A seca do Sertão e o sofrimento do povo nordestino tem constituído a explicação para a pobreza e a miséria da população que vive no sertão.
O dinheiro público, que deveria ser investido em projetos para levar água ao Sertão, muitas vezes é destinado a outros fins.
Latifundiários e maus políticos aproveitam-se dos recursos destinados a diminuir as dificuldades causadas pela falta da água no Nordeste. Esse aproveitamento é denominado “INDÚSTRIA DA SECA”.
Segundo especialistas, as águas existentes nos rios do Nordeste seriam suficientes para beneficiar toda a população do Sertão. Mas elas precisam ser bem distribuídas.
Muitos projetos vêm sendo implantados, como a instalação de cisternas (reservatórios de água de chuva).
Um dos grandes projetos de irrigação de terras do Sertão nordestino prevê a transposição das águas do São Francisco.
Isso quer dizer que parte das águas do rio seria levada para abastecer os rios secos das bacias hidrográficas nordestinas.
O projeto porém, gera polêmica entre políticos, técnicos e ambientalistas.
Os que são contrários ao projeto afirmam que os principais beneficiados serão as empresas e os donos das grandes propriedades que produzem para a exportação e não a população pobre do Sertão.
Alegam que a grande soma de dinheiro envolvida deveria ser aplicada em obras menores, como a construção de adutoras, ligando açudes a pequenas propriedades.
Alegam também que o desvio das águas do São Francisco vai prejudicar o uso atual do rio, principalmente a geração de energia elétrica pelas usinas hidrelétricas nele localizadas.
O governo federal e os defensores da transposição rebatem, alegando que esse projeto levará água à população pobre do Sertão, que a quantidade de água desviada não prejudicará as atuais atividades econômicas do rio.